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Dakar 2017: vai pra onde??

Com a perda do apoio dos governos do Chile e do Peru, cada vez mais pairam duvidas sobre o futuro do Dakar, se continuará em terras sul-americanas, se retorna a África ou mesmo se vai para a América do Norte….

Na sexta feira Etienne Lavigne, diretor da prova teria dito em Buenos Aires que: “O sul de África, Angola, Namíbia e África do Sul têm terrenos que permitem realizar este tipo de provas”.
Lavigne teria ainda admitido que existem negociações para o regresso da prova ao continente Africano, e confirmou noticias outrora já publicadas: “Estamos falando há 2 anos com  Luanda, a capital da Angola. A geografia do continente permite fazer a prova. No norte de África é impossível devido á situação política.”
Etienne Lavigne – Diretor da ASO
Etienne Lavigne – Diretor da ASO
Já há bastante tempo que se fala na possibilidade da volta do Rally Dakar a África.  Ao longo dos anos foram sendo levantadas algumas hipóteses, no entanto o regresso não parece de nada realista por vários motivos, o mais óbvio pela existência do Africa Race, e segundo porque ainda existe um certo mal estar face á situação causada pelo cancelamento da prova em 2008.
Apesar do forte apoio do publico, da infraestrutura local que permitem segurança e conforto, a verdade é que a vida do Rali não tem sido nada fácil na América do Sul. Este ano a retirada do Perú devido à ameaça bem real do “El Niño” deixou a organização á beira de um ataque de nervos, e lançou uma vez mais muitas duvidas sobre a possibilidade de continuar a realizar a prova em tais nestes países.
Outra vertente não confirmada lança a prova na América do Norte, com largada em Las Vegas e chegada no México, utilizando muitos terrenos do Baja 1000 e outras provas americanas, principalmente o Deserto de Mojave.
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A dimensão e consequentes custos do Dakar deixam pouca margem de manobra á organização, caso queira manter por um lado o nível da prova, e por outro a rentabilidade da mesma. O próprio diretor da prova teria admitido que: “Este ano pudemos aguentar as turbulências, mas no futuro teremos que recuperar o apoio de mais países pra conseguir manter o evento.”
Também é bastante conhecida a vontade de muitos pilotos, principalmente Europeus, de que a prova volte para a África, não porque desgostem da América do Sul, mas simplesmente porque as condições “do lado de lá do Atlântico” permitem um desafio muito maior.
É esperar para ver…
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